Numa altura em que parece haver uma pequena euforia em torno de Pedro Costa graças à retrospectiva da sua obra no Tate Modern e ao lançamento em DVD de "O Sangue", vale a pena chamar a atenção para o excelente artigo de Jorge Mourinha no Ipsilon, "Geração Perdida", sobre os seus antigos colegas da Escola de Cinema que trabalharam no filme e cujos contributos para a obra em questão e para o cinema português, em muitos casos, foram injustamente esquecidos ou menosprezados. Faltou falar da montadora do filme, Manuela Viegas, mas não deixa de ser um dos textos mais elucidativos sobre toda uma geração de cineastas cuja história ainda está por contar.
Domingo, Outubro 04, 2009
Sábado, Setembro 26, 2009
(Off-topic) Período de reflexão
Sobre o dia de amanhã, deixo dois pensamentos que esses génios da comédia que são Trey Parker e Matt Stone tão bem conseguiram cristalizar:
Para bom entendedor...
Para bom entendedor...
Quarta-feira, Agosto 19, 2009
Domingo, Junho 28, 2009
THE AUTEURS – Uma outra forma de lidar com a net

Com tanta agitação actualmente em torno do tema da pirataria (cujo ponto mais fascinante será, certamente, a recente eleição, na Suécia, de um deputado do Partido Pirata para o Parlamento Europeu), vale a pena chamar a atenção para um novo serviço baseado na Internet que procura alterar as regras do jogo e oferecer uma alternativa viável e legal às pessoas que descarregam filmes através dos programas peer-to-peer.
The Auteurs é um site norte-americano que fornece acesso a uma imensa selecção de filmes de qualidade para visionamento em streaming de óptima definição – nele podemos encontrar títulos tão distintos como “Dogville” de Lars Von Trier, “O Despertar da Mente” de Michel Gondry, “Mulholland Drive” de David Lynch, “A Aventura” de Michelangelo Antonioni e inclusive algumas obras portuguesas como “O Fatalista” de João Botelho.
Cinema de autor, cinema independente, alternativo/experimental, clássico e mainstream sem ser “desprovido de visão pessoal” constituem o núcleo duro do catálogo do site. Os filmes estão disponíveis online através de protocolos assinados com entidades tão reputadas como a editora norte-americana The Criterion Collection e a World Cinema Foundation de Martin Scorsese – estando os títulos restaurados por esta última, aliás, a ser disponibilizados gratuitamente (e para todo o mundo) no site num gesto de verdadeiro serviço público que só se pode aplaudir de pé.
O preço médio de cada visionamento (para Portugal) é de cinco euros, sendo que o utilizador tem direito a ver o filme escolhido por um número de vezes limitado. Para além do serviço de video-on-demand através da consulta do catálogo, a apresentação dos filmes também é feita através de ciclos temáticos organizados pela equipa do site, e estes são complementados com artigos e dossiers criados especificamente para as suas páginas. Também funciona como uma espécie de rede social baseada nos modelos do FaceBook, MySpace ou Hi-5, tendo como enfoque principal os gostos cinematográficos definidos no perfil de cada um dos utilizadores. Existe igualmente um fórum onde se discutem os mais diversos temas (até o cinema português!) e onde a conversa geralmente mantém um nível argumentativo sólido. No fundo, procura-se criar um espírito de comunidade cinéfila num espaço virtual onde se pode alugar filmes.
Apesar das várias virtudes deste projecto há, no entanto, alguns defeitos que não o tornam tão apetecível quanto poderia ser e que merecem ser mencionados:
1 – O preço dos downloads é, sobretudo para um mercado não propriamente rico como o português, manifestamente elevado. Cobrar cinco euros (aquele que era, até há pouco tempo, o preço normal de um bilhete de cinema por estas partes) pelo visionamento em streaming de um filme de catálogo que o utilizador não pode guardar é um exagero que irá afastar muitos espectadores que prefiram gastar um pouco mais (ou, em vários casos, o mesmo ou menos!) para comprar a obra em DVD numa loja física ou online. Se o objectivo do serviço é ser uma espécie de evolução dos alugueres clássicos feitos num vídeoclube, os preços praticados deveriam ser semelhantes, ou seja, nunca superiores a qualquer coisa como 2,5 euros. E quando ficamos a saber que os nossos congéneres norte-americanos pagam cinco dólares (cerca de 3.55 euros, à hora a que escrevo isto) pelo mesmo serviço...
2 – A tecnologia streaming é impecável, não tendo absolutamente nada a ver com a qualidade dos vídeos do YouTube, mas deveria haver a possibilidade de se guardar o filme visionado, nem que seja por um preço adicional. Percebe-se que o streaming tenha sido adoptado de modo a evitar uma subsequente pirataria dos filmes descarregados do site, mas seria preferível utilizar uma tecnologia que permita o armazenamento legal dos filmes. Um dos aspectos mais característicos da cinéfilia é, precisamente, o coleccionismo, uma vertente completamente impossibilitada pelo streaming.
3 – Apesar do notável esforço de se demarcar dos restantes sites de video-on-demand que só disponibilizam os seus filmes para download em territórios específicos, o catálogo à disposição dos internautas portugueses está ainda bastante limitado aos títulos da distribuidora Atalanta Filmes – existem algumas honrosas excepções como o “After Life” de Hirokazu Koreeda ou o “Akarui Mirai - Bright Future” de Kiyoshi Kurosawa, mas o grosso dos filmes são os mesmos que podemos encontrar numa FNAC na secção de Cinema de Autor a um preço um pouquinho mais caro do que aqueles praticados no site (com a diferença significativa do cliente poder guardar os DVDs e vê-los as vezes que desejar durante o tempo que quiser). Note-se que as razões para estas limitações apontadas pelos responsáveis pelo site são completamente válidas: como cada filme tem os seus direitos comprados para cada país por editoras distintas, é certo que é difícil negociar com todas estas e conseguir acordos razoáveis, sobretudo quando, nalguns casos, só se quer comprar os direitos de um filme específico; e sim, é óbvio que é mais fácil negociar um catálogo inteiro do que um título em particular. Mas falta ainda dar alguns passos para tornar a selecção verdadeiramente “completa”, e acredito plenamente que sejam dados com a evolução do serviço.
4 – Por último, quem não conseguir ler inglês fluentemente vai passar alguns maus bocados, já que nem todos filmes disponíveis são apresentados com legendas em português (muitas vezes, a única opção disponível é a de legendas em inglês para filmes cuja versão original não é falada na língua de Shakespeare). Seria igualmente salutar que o site pudesse oferecer o download das legendas de cada filme à parte consoante as preferências do cliente. Pode parecer uma piquinhice numa época em que o inglês assume o papel de “novo latim”, mas é mais um aspecto que pode ser melhorado e que ajudará a aliciar novos espectadores.
Não se pretende, com estas observações, denegrir os objectivos do site – pelo contrário, creio que “The Auteurs” é um passo em frente significativo e inteligente no combate à pirataria e à consolidação do video-on-demand como nova janela de exibição, simplesmente precisa de ser aperfeiçoado aqui e ali. Para um projecto que ainda está na fase BETA, só se pode elogiar aquilo que já se conseguiu.
Acima de tudo, nota-se que The Auteurs é feito e mantido por pessoas que nitidamente amam o cinema, que têm uma visão verdadeiramente cinéfila do relacionamento de um espectador com um filme – e este é um aspecto nada negligenciável nestes tempos que correm.
The Auteurs é um site norte-americano que fornece acesso a uma imensa selecção de filmes de qualidade para visionamento em streaming de óptima definição – nele podemos encontrar títulos tão distintos como “Dogville” de Lars Von Trier, “O Despertar da Mente” de Michel Gondry, “Mulholland Drive” de David Lynch, “A Aventura” de Michelangelo Antonioni e inclusive algumas obras portuguesas como “O Fatalista” de João Botelho.
Cinema de autor, cinema independente, alternativo/experimental, clássico e mainstream sem ser “desprovido de visão pessoal” constituem o núcleo duro do catálogo do site. Os filmes estão disponíveis online através de protocolos assinados com entidades tão reputadas como a editora norte-americana The Criterion Collection e a World Cinema Foundation de Martin Scorsese – estando os títulos restaurados por esta última, aliás, a ser disponibilizados gratuitamente (e para todo o mundo) no site num gesto de verdadeiro serviço público que só se pode aplaudir de pé.
O preço médio de cada visionamento (para Portugal) é de cinco euros, sendo que o utilizador tem direito a ver o filme escolhido por um número de vezes limitado. Para além do serviço de video-on-demand através da consulta do catálogo, a apresentação dos filmes também é feita através de ciclos temáticos organizados pela equipa do site, e estes são complementados com artigos e dossiers criados especificamente para as suas páginas. Também funciona como uma espécie de rede social baseada nos modelos do FaceBook, MySpace ou Hi-5, tendo como enfoque principal os gostos cinematográficos definidos no perfil de cada um dos utilizadores. Existe igualmente um fórum onde se discutem os mais diversos temas (até o cinema português!) e onde a conversa geralmente mantém um nível argumentativo sólido. No fundo, procura-se criar um espírito de comunidade cinéfila num espaço virtual onde se pode alugar filmes.
Apesar das várias virtudes deste projecto há, no entanto, alguns defeitos que não o tornam tão apetecível quanto poderia ser e que merecem ser mencionados:
1 – O preço dos downloads é, sobretudo para um mercado não propriamente rico como o português, manifestamente elevado. Cobrar cinco euros (aquele que era, até há pouco tempo, o preço normal de um bilhete de cinema por estas partes) pelo visionamento em streaming de um filme de catálogo que o utilizador não pode guardar é um exagero que irá afastar muitos espectadores que prefiram gastar um pouco mais (ou, em vários casos, o mesmo ou menos!) para comprar a obra em DVD numa loja física ou online. Se o objectivo do serviço é ser uma espécie de evolução dos alugueres clássicos feitos num vídeoclube, os preços praticados deveriam ser semelhantes, ou seja, nunca superiores a qualquer coisa como 2,5 euros. E quando ficamos a saber que os nossos congéneres norte-americanos pagam cinco dólares (cerca de 3.55 euros, à hora a que escrevo isto) pelo mesmo serviço...
2 – A tecnologia streaming é impecável, não tendo absolutamente nada a ver com a qualidade dos vídeos do YouTube, mas deveria haver a possibilidade de se guardar o filme visionado, nem que seja por um preço adicional. Percebe-se que o streaming tenha sido adoptado de modo a evitar uma subsequente pirataria dos filmes descarregados do site, mas seria preferível utilizar uma tecnologia que permita o armazenamento legal dos filmes. Um dos aspectos mais característicos da cinéfilia é, precisamente, o coleccionismo, uma vertente completamente impossibilitada pelo streaming.
3 – Apesar do notável esforço de se demarcar dos restantes sites de video-on-demand que só disponibilizam os seus filmes para download em territórios específicos, o catálogo à disposição dos internautas portugueses está ainda bastante limitado aos títulos da distribuidora Atalanta Filmes – existem algumas honrosas excepções como o “After Life” de Hirokazu Koreeda ou o “Akarui Mirai - Bright Future” de Kiyoshi Kurosawa, mas o grosso dos filmes são os mesmos que podemos encontrar numa FNAC na secção de Cinema de Autor a um preço um pouquinho mais caro do que aqueles praticados no site (com a diferença significativa do cliente poder guardar os DVDs e vê-los as vezes que desejar durante o tempo que quiser). Note-se que as razões para estas limitações apontadas pelos responsáveis pelo site são completamente válidas: como cada filme tem os seus direitos comprados para cada país por editoras distintas, é certo que é difícil negociar com todas estas e conseguir acordos razoáveis, sobretudo quando, nalguns casos, só se quer comprar os direitos de um filme específico; e sim, é óbvio que é mais fácil negociar um catálogo inteiro do que um título em particular. Mas falta ainda dar alguns passos para tornar a selecção verdadeiramente “completa”, e acredito plenamente que sejam dados com a evolução do serviço.
4 – Por último, quem não conseguir ler inglês fluentemente vai passar alguns maus bocados, já que nem todos filmes disponíveis são apresentados com legendas em português (muitas vezes, a única opção disponível é a de legendas em inglês para filmes cuja versão original não é falada na língua de Shakespeare). Seria igualmente salutar que o site pudesse oferecer o download das legendas de cada filme à parte consoante as preferências do cliente. Pode parecer uma piquinhice numa época em que o inglês assume o papel de “novo latim”, mas é mais um aspecto que pode ser melhorado e que ajudará a aliciar novos espectadores.
Não se pretende, com estas observações, denegrir os objectivos do site – pelo contrário, creio que “The Auteurs” é um passo em frente significativo e inteligente no combate à pirataria e à consolidação do video-on-demand como nova janela de exibição, simplesmente precisa de ser aperfeiçoado aqui e ali. Para um projecto que ainda está na fase BETA, só se pode elogiar aquilo que já se conseguiu.
Acima de tudo, nota-se que The Auteurs é feito e mantido por pessoas que nitidamente amam o cinema, que têm uma visão verdadeiramente cinéfila do relacionamento de um espectador com um filme – e este é um aspecto nada negligenciável nestes tempos que correm.
Quarta-feira, Junho 10, 2009
O espólio de um mestre
Descobri recentemente nas páginas do Ípsilon que, para grande alegria de qualquer cinéfilo que se preze, está a ser colocado online grande parte do espólio do mestre Akira Kurosawa no site Kurosawa Digital Archive. Estão incluídos, entre outras preciosidades, story-boards, notas de produção e fotografias de rodagem bem como alguns itens mais peculiares - como um artigo escrito pelo cineasta japonês a elogiar a obra de John Cassavetes!
Para já, o site só está disponível em japonês, mas uma versão em inglês está prometida para breve - e o facto da navegação ser bastante simples e intuitiva só deve encorajar qualquer apreciador da obra do autor de "Os Sete Samurais" a passar algum tempo a explorar estes fabulosos arquivos.
Bill got killed...

David Carradine (08/12/36 - 03/06/09)
(Já vem com uma semana de atraso, mas não queria de modo nenhum deixar passar ao lado...)
Domingo, Maio 24, 2009
João Salaviza ganha a Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem em Cannes!

Foi com uma grande alegria que soube que o meu antigo colega João Salaviza recebeu, há pouco, a Palma de Ouro em Cannes para Melhor Curta-Metragem pelo seu filme "Arena". Já o tinha visto no Indie Lisboa, onde tive a hipótese de congratular o realizador pelo sucesso desta obra. Agora, só me resta bater as palmas: este é só o maior prémio que um cineasta português recebeu em Cannes em toda a história do festival - não exactamente um feito pequeno! Saber que foi atribuído a alguém da minha geração cujo talento genuinamente admiro só torna as coisas ainda mais doces. Como depois da projecção no Indie, deixo aqui os meus mais sinceros parabéns ao João, de quem espero muitos e bons filmes nos próximos tempos!
Quinta-feira, Maio 21, 2009
Terça-feira, Maio 19, 2009
Globos de Ouro SIC (2009)
A cerimónia dos Globos de Ouro da SIC do passado domingo teve um único momento realmente memorável - aquele em que Nuno Lopes, ao receber o globo para melhor actor de cinema pela sua prestação em "Goodnight Irene" de Paolo Marinou-Blanco, convidou os restantes actores nomeados (Gonçalo Waddington, Ivo Canelas e o ausente Filipe Duarte) a subirem ao palco para serem igualmente aplaudidos e, de seguida, ofereceu o prémio a um dos seus mentores, António Feio, sublinhando que esta decisão não era motivada pela conhecida doença de Feio mas pelo facto de este ter sido sido seu professor e largamente responsável pela sua entrada no mundo da interpretação. Num discurso marcado pela simplicidade, aquele que é um (o?) dos maiores actores da sua geração teve um gesto de humildade e pura humanidade como há raros nestas cerimónias ao aproveitar os seus minutos no palco para reconhecer os seus pares e o seu mestre. Mereceu todos as palmas que recebeu - e a nossa admiração também.
Em complemento, veja-se o fantástico sketch alusivo à nomeação de Nuno Lopes d'os Contemporâneos que foi para o ar quase à mesma hora:
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Os universos (televisivos) da crítica
Temos, semanalmente, nos nossos pequenos ecrãs (pelo menos) três programas distintos sobre cinema que são incrivelmente parecidos. O formato é essencialmente composto pela seguinte receita: trailers das estreias recentes, previews de filmes que aí vêm, apresentação do box-office português e norte-americano, entrevistas com as estrelas dos filmes (e, uma vez por outra, com o realizador), uma ou outra featurette dos bastidores de uma grande-produção... e pouco mais.
O que falta a estes programas? Numa palavra: crítica. Não parece haver espaço para uma análise dos filmes que estreiam nas nossas salas e nas prateleiras de DVDs das lojas. A excepção à regra é o espaço de João Lopes no Cartaz da SIC Notícias, que peca sobretudo pela brevidade que advém de ser um segmento num programa mais generalista.
Poderíamos tentar explicar a ausência da crítica dos pequenos ecrãs com uma justificação de que qualquer discussão ou análise de um filme afugentaria as audiências por ser "demasiado aborrecida". Mas um exemplo emblemático de como se pode fazer um programa de televisão sobre cinema que é ao mesmo tempo inteligente, popular e, acima de tudo, portador de uma perspectiva crítica, é o célebre "At the Movies", um talk-show semanal de 30 minutos apresentado durante anos pelo duo de críticos Roger Ebert-Gene Siskel, tendo este último sido substituído por Richard Roeper após a sua morte.
O conceito do programa é de uma simplicidade invejável: junta-se dois críticos num cenário básico (duas cadeiras e uma parede onde são "projectadas" imagens), um deles faz uma breve sinopse do filme em questão enquanto imagens deste vão passando e, feita a descrição sumária da narrativa, inicia-se um diálogo entre os dois onde se alterna a análise inteligente e o confronto de pontos de vista não raramente antagónicos, sem nunca cair numa conversa de surdos. O resultado é um belo momento de televisão, entertaining e didáctico no melhor sentido das duas palavras.
Veja-se, por exemplo, o modo como Siskel e Ebert fazem a crítica de "O Padrinho III" de Francis Ford Coppola e discutem o tópico polémico da interpretação de Sofia Coppola como Mary Corleone:
Ou o modo como divergem sobre "Veludo Azul" de David Lynch:
E como analisam uma cena de "Halloween" de John Carpenter:
Resta-nos só questionar qual a razão para não termos nada parecido com este programa na nossa televisão. Nuno Markl e Rui Pedro Tendinha, há uns anos, fizeram uma espécie de "adaptação" deste formato no Curto-Circuito com o segmento Cine-Bolso e o mínimo que se pode dizer é que deixou saudades.
É indispensável consultar o site oficial do programa, que dispõe de um precioso arquivo de vídeo onde estão guardadas todas as críticas gravadas desde a sua primeira emissão em 1986.
Segunda-feira, Março 30, 2009
Pequenas Alegrias - Love Letter to Japan
Vídeo original do tema "Love Letter to Japan" dos The Bird and the Bee. Uma boa descoberta destes últimos tempos.
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